sábado, julho 15, 2006

Contratos de Adesão

Cada vez mais me convenço de que antes de nascer os nossos queridos pais deviam, numa base de boa-fé contratual, negociar com os nossos potenciais "eu" as condições gerais de acesso à vida, sob pena de incorrerem em responsabilidade pré-contratual.

Como parte, contratualmente, mais fraca, deviamos ter tido o direito à informação e, assim, a uma explicação exaustiva de todas as cláusulas contratuais!

Alguém, por um acaso, vos explicou as condições gerais ou específicas de acesso a esta coisa chamada vida?

Pois a mim não!

Parece-me que houve como uma aceitação tácita... Mas a partir de quando? Do nascimento? Da emancipação? Terá mesmo ocorrido?

Poderei, agora, invocar perda de interesse como fundamento para a resolução do contrato?! Má-fé contratual? Incumprimento defeituoso?

Terá caducado ou prescrito o meu direito?

Independentemente da álea inerente a todos os contratos, os riscos nestes são avultados, completamente imprevisíveis e o preço a pagar, por vezes, bastante doloroso.

A vida tem destas coisas: gerir as vicissitudes, as alegrias, as tristezas, as emoções. Lutar pela Liberdade (com Responsabilidade) e Felicidade, embarcando na aleatoriedade do Contrato.

Como David Hume, que “(…) quando o equilíbrio do barco em que se navega está em perigo por sobrecarga de um dos lados, ambiciona transportar o peso modesto das suas razões para aquele que lhe permita preservar o seu equilíbrio (…)", acho que temos de - começar - a aprender a lidar, racional e emocionalmente, com as adversidades, perceber que o mundo não acaba amanhã, que há mais Mar para navegar... Só assim será possível equilibrar o barco da Vida!

2 Comments:

At 11:00 da manhã, Blogger prp said...

Advertência do autor: Este post deve ser entendido como uma brincadeira para-jurídica! Ler, por favor, descontraidamente, sem atender, no rigor dos princípios, aos conceitos jurídos nele incluído!

 
At 2:51 da tarde, Blogger fonzie said...

É evidente que estamos perante crimes de abuso de confiança e burla agravada por parte dos pais.

Se vivesse nos EUA, processava-os. Aqui provavelmente o processo prescreveria devido aos malabarismos e às artimanhas dos advogados... essa desprezível franja da sociedade, totalmente desprovida de ética, que bloqueia o nosso desenvolvimento.

 

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